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Em Cáceres, ARTEMAT reúne os melhores talentos das artes


Publicado em: 01 de Junho de 2021


Data: 01 de Junho de 2021


Antonio Costa, EXCLUSIVO ao Zakinews

No mês de junho, a ARTEMAT – Associação dos Artistas Plásticos do Estado do Mato Grosso em Cáceres, festeja aniversário, e o Zakinews ouviu os fomentadores das artes plásticas inseridas no contexto local, sob à presidência de Idalina Gonçalves.

A entidade tem como prisma a contribuição de forma permanente com a cultura pantaneira, proporcionando através de seus artistas associados, apoiadores e parceiros, a esperança de ampliar o número de artistas e apreciadores da arte no estado do Mato Grosso.


Em 31 de maio de 2016, na Praça da Cavalhada, o primeiro encontro oficial para dialogar a formação e fundação da ARTEMAT. Da esquerda para a direita, os artistas: Luiz Eduardo Martins, Iram Almeida, Sebastrião Mendes, Sálvio Junior, Everson da Silva Cândido, Luciano Silva e Carlos Alberto Bosquê Junior – Foto: Arquivo da Artemat
No dia 17 de agosto de 2016, aconteceu a reuinão do IPHAN com a ARTEMAT, XARAES, ACHIC, Inclusão Digital de Registros do Patrimônio Material e Imateiral, reivindicações de espaços, participações de projetos das manifestações culturais, artísticas e educacionais na preservação da cultura e arte matogrossense. – Foto: Acervo Artemat
Durante os grandes eventos em Cáceres, como o FIPe,, os artistas plásticos de Cáceres, organizam exposições com dezenas de telas – Foto: Acervo Artemat

HISTÓRICO

Na data de 02 junho de 2016, foi fundada a ARTEMAT, com a dedicação de um grupo de artistas plásticos composto por: Idalina Gonçalves; Carlos Alberto Bosque Junior; Sebastiao Mendes; Sálvio Leite Souza; Iram Almeida; Luiz Henrique Lemos; Neuracy Pedra Souza; Luciano Pereira da Silva; Adelice Alves de Queiros; Elizabete Duarte Antunes; Ronaldo Jose da Silva; Gilson Cunha Espindola; Luiz Eduardo Martins da Silva; Valdir Ricardo Francisco e Miguel Ângelo Marques da Silva.

Nesta data, compete somente a formalização jurídica da associação, tendo em vista que já havia reuniões dos artistas desde 1996, a classe já se se organizava com o intuito de constituir o grupo.

Em 2015, com adesão de Idalina Gonçalves ao grupo, foi decidido em assembleia e registrado em Ata a sua posse na presidência da associação, após a viabilização e formalização jurídica da associação, estando no cargo da presidência até a presente data.

Durante os seis anos de existência formal da associação, a mesma conquistou prestigio, visibilidade e conta com parcerias com instituições de renome.

Professor Agnaldo Rodrigues é Curador da Artemat e presidente do IHGC – Foto: arquivo pessoal


Atualmente, a ARTEMAT possui como curador o Prof. Dr. Agnaldo Rodrigues da Silva, efetivo na Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) e atual presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Cáceres – IHGC, e tem atuado realizando exposições coletivas anuais, fazendo trabalho social levando artes para as escolas públicas através de oficinas e levando arte para as ruas através de nossos artistas. 

“Os artistas que fazem parte da associação demonstram uma produção rica e profícua que, com certeza, ficará como exemplaridades de uma época áurea das artes regionais. Trata-se de um regionalismo que dialoga com o universal, impregnado de história, memória e identidades de nossos povos”, comentou Agnaldo, com exclusividade para Zakinews. “Queremos que a ARTEMAT se fortaleça e, sobretudo, redimensione os diálogos artístico-culturais entre os artistas plásticos dos diversos municípios mato-grossenses”, completou o Curador.

Associação luta por espaço físico

A ARTEMAT atualmente é uma instituição estruturada e pronta para alçar voos ainda mais altos na solidificação da marca defensora dos artistas plásticos de Cáceres e de todo o Estado. Falando à reportagem, a presidente Idalina Gonçalves mostrou-se bastante otimista com o futuro da associação:

“Hoje em dia temos uma instituição estruturada, com enorme potencial para a propagação da cultura cacerense e mato-grossense, com planos para desenvolver projetos sociais que abrangem desde crianças especiais, escolas públicas e sócio educandos, para contribuir com o desenvolvimento intelectual e cultura regional, reforçando o lema da ARTEMAT de que a arte é para todos’’.

Idalina Gonçalves, presidente da ARTEMAT desde 2015 – Na imagem abaixo, um dos trabalhos da artista – Fotos: acervo pessoal


Apoio dos poderes Executivo e Legislativo

Idalina cita como um dos maiores empecilhos encontrados para execução dos projetos sociais a falta de espaço físico adequado para desenvolvimento dos mesmos. “Dificuldade esta que esperamos sanar com apoio do executivo e do legislativo municipal de Cáceres, com acolhimento e atendimento do nosso requerimento de espaço público para destinação as artes”, disse ela.

A expectativa, não só da presidente Idalina Gonçalves, mas também de todos os artistas que integram a associação, é que o quanto antes esta tenha um local próprio e adequado para se instalar. Com isso adquirir as condições necessárias e ideais para dar visibilidade e execução aos projetos que os artistas têm para por em prática. Ganha Cáceres e o rico e histórico lado cultural.

“O objetivo que é o de divulgar e fomentar a diversidade artística e cultural da nossa região, por meio das artes plásticas”, finaliza a presidente.

Cacerense nata, Elisabete Dutra está ligada diretamente a cultura de nossa terra


Elisabete Dutra, sonha com a sede própria

Cacerense, a 38 anos atrás pintou uma paisagem e sentiu o gosto pelas artes. Hoje, não continua com as telas, mas gosta muito de retratar paisagens, flores e os cenários que a natureza cacerense/pantaneira apresentam. Ela retrata esse diversificado e vivo cenários de cores em peças de tecidos.

Nos últimos anos, Elisabete também coordena a Feira Cultural e Gastronômica da Praça da Cavalhada que, antes da pandemia, acontecia sempre às terças-feiras.

Como integrante da Artemat que neste mês de junho festeja aniversário, ela sonha com a sede própria para abrigar todos os amantes da arte em Cáceres.

“Queremos a nossa sede própria. A nossa casa identificada é tudo que precisamos para crescer e sermos mais valorizados”, argumenta.

Eduardo Martins, um jovem promissor na arte do pincel


Eduardo Martins, 13 anos pintando e encantando

O cacerense, Eduardo Martins, 32 anos, é outro artista plástico desta cidade que compõe a associação. Ele conta que começou no pincel aos 19 anos, quando sentiu a necessidade de mostrar aquilo que tinha como de mais inspirador e belo, a pintura.

“Quando me entendi por gente, descobri a ausência da arte no meio de convivência, e logo mais tarde, vi que não só nos locais desta convivência, mas também todo o meu município. Então veio a pergunta Por quê? Por que não tentar mudar isso?”, questiona.

Eduardo Martins, como morador do portal do Pantanal Cacerense, aproveita o rico e abundante cenário de beleza e cores e revela tirar cenas incríveis para jogar sobre as telas.

“Minha motivação é ver o brilho nos olhares das pessoas ao ver minhas obras. E, se depender desses incentivos, não vou parar tão cedo. Minhas pinceladas são marcantes e fortes ao estilo expressionismo, para enganar os olhares daqueles que observam”. completa Eduardo.

Artista Plástico Carlos Alberto Bosquê Junior, um dos articuladores para a fundação da Artemat em Cáceres


Bosquê recebeu ainda na infância o incentivo dos pais para se tornar um grande artista

Carlos Alberto Bosquê Junior, nascido no município de Garça-SP, em 1973, teve sua infância nos dois primeiros anos do ensino fundamental no município de Álvaro de Carvalho-SP, o restante em Rosana no Pontal do Paranapanema-SP. Atualmente, com Atelier e família residindo em Cáceres-MT. Graduado como Bacharelado em Pintura pela Faculdade de Belas Artes em São Paulo, Licenciado em Educação Artística, Especialista em Educação para Jovens e Adultos no Mato Grosso e Mestre em Educação Profissional Escolar pela Universidade Federal de Rondônia – UNIR.  O artista é também professor de Arte, começando sua carreira no Mato Grosso em 2009, trabalhando nas escolas e no Centro de Referência em Direitos Humanos da UNEMAT. Atualmente, ele trabalha na IFRO, Instituto Federal de Rondônia e é idealizador da ARTEMAT junto ao artista Sebastião Mendes, falecido no ano passado.

Bosquê participa com suas obras apresentando no FIPE- Festival Internacional de Pesca, desde 1996, quando veio para Cáceres em 1995 com a namorada Dra. Leiko Susy Hayashida, filha do saudoso empresário Shigueo Hayashida. 

Descendente de Italianos e catalães por parte de pai e mãe, daí a origem do sobrenome paterno que marca suas obras. – Arquivo pessoal
Na infância Bosquê foi incentivado pela mãe que sempre gostou de arte e decoração, e pelo pai professor pedagogo que usou métodos de Piaget e atualmente advogado, registrando caprichosamente diversos desenhos do filho primogênito em cadernos, incentivando a realizar cursos de aprimoramento de pinturas com o artista autodidata Eudes Roberto Oliveira, quando tinha  onze anos – Acervo de família


Ingressou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo FEBASP aos 17 anos, em 1991. Passeando pelos diversos circuitos de exposições e vernissage pela capital, teve a oportunidade de conhecer grandes nomes pedindo autógrafo, conversando para se motivar e, entre eles, na Galeria São Paulo, conheceu os artistas Iberê Camargo, Tomie Otake, Sérgio Romaniollo, Arcangelo Ianelli entre outros. O contato da arte metropolitana fez com que dominasse de forma eclética diversos estilos e entre estes sua identidade nas obras autorais enfatizou o gosto e domínio no estilo surrealista, participando de diversos salões.

Radicado em Cáceres, o artista cita a participação em Exposições em bairros, Exposições com obras dos alunos das escolas que mostram a arte contemporânea em suas variadas linguagens. Afirmações contra o racismo na semana da consciência negra pelo IFMT, obras em coletivo de artista que denunciam a violência contra as mulheres e as crianças em Cuiabá, Museu da UNEMAT com os artistas do Estado, Exposições com abordagens polêmicas ligadas a religiosidade, meio ambiente e a cultura pela valorização da identidade mato-grossense promovida pela ARTEMAT, exposições virtuais na pandemia pela UNIR em 2020. Obras de arte em diversas capas de livros, na revista PIXÉ, obras vendidas para colecionadores de diversos estados e países.

Bosquê tem em sua trajetória trabalhos voltados ao social e ao meio ambiente. Possui dois mandatos como presidente de sindicato dos servidores públicos e com Crianças em Estado de Vulnerabilidade Social com o Centro de Referência em Direitos Humanos da Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT 2014 e 2015 a qual participou de todas as Mostras de Arte junto a alunos e amigos artistas; desenvolveu projetos de extensão e pesquisa relacionado ao ensino com comunidades indígenas de Rondônia através das artes.      

O artista trabalha com temas que abordam reflexões de maneira transversal, possibilitando libertar as pessoas das artes miméticas e decorativas. As encomendas vão desde obras regionais até as suas de salões de arte contemporânea.

Atualmente Bosquê vem escrevendo e ilustrando livros de pesquisa de estudantes de mestrado e doutorado nos produtos e participando de grupos de estudos em conto, fábulas e poesias. Esse trabalho e em quase todos, ele coloca amigos artistas para dividir e ter também espaço de oportunidade de ascensão nas artes, incluindo alunos no cenário. O último trabalho apresentado como fruto de suas motivações foi de sua aluna Laura de Paula Rodrigues, com o livro Partos.

Adelice Queiroz, artista que inspira seus trabalhos no avô – foto pessoal


Adelice Queiroz viu na pintura a cura para a depressão

Adelice Alves Queiroz, natural de Aparecida do Taboado-MS, divorciada, 1 filho, aposentada, bancária e pedagoga, mora em Cáceres há 11 anos.

Iniciou na arte a 20 anos atrás, com pintura em tecidos. Seguiu o conselho médico quando tratava de uma depressão, quando o profissional da medicina lhe sugeriu a pintura para ajudar tratar a doença.

Adelice recebeu orientações do amigo e professor Iram Almeida, e o gosto pela arte foi só crescendo e ela nunca mais parou de criar. A artista também participa do Projeto do professor Benedito Amaro na Unemat. Se dedica ao tema africanidade para homenagear seus descendentes.

Neuracy Pedra, a Ita, “a cerâmica entrou na minha vida como se fosse uma paixão à primeira vista” – Foto: Wilson Kishi


Ita Ceramista, encontrou no barro a matéria prima de suas criações

Neuracy Pedra de Souza, a Ita Ceramista. Sul-mato-grossense, aprendeu trabalhar o barro há mais de 20 anos quando tomou conhecimento da arte (painel) apresentada pelo empresário Joaquim Fontes (antiga Cerâmica dos Fontes), num dos campeonatos de Pesca, Fipe.

Foi como se fosse uma paixão à primeira vista. Logo ela estava na cerâmica no bairro Vila Irene aprendendo a manusear o barro pantaneiro-cacerense, aluna da Cerâmica de Joaquim Fontes.

Fachada do muro na residência da artista Ita – Foto: Wiilson Kishi

Ao dominar a arte, ela passou a desenvolver as habilidades com o barro e várias peças de pura criatividade surgiram.

Assim, sempre está presente nas exposições em âmbito local e estadual. Técnica que ela repassa nas atividades em parcerias com a Unemat, Centro de Direitos Humanos, etc.

Ita Ceramista também participou de concursos com suas peças sendo admiradas em eventos do Sebrae. 

Painel em cerâmica nas paredes do Museu de Arqueologia da Unemat, na Cidade Universtária – Foto: Wilson Kishi


“Minha especialidade é o trabalho com cerâmica, utilizo a técnica denominada terracota. Os murais são produzidos em forma de mosaicos retratando principalmente elementos da biodiversidade do pantanal e do cerrado mato-grossense. Além dos trabalhos com arte cerâmica, estou me enveredando pelos caminhos da pintura”. Resume a artesã da argila.

O gosto é tanto com a cerâmica, que a sua casa nas proximidades da histórica figueira da Dona Marcida, chama atenção com as peças decorativas que ornamentam o muro de entorno. Entre essas um saci em cores vivas encrustado no muro.


O cacerense Salvio Junior vem de destacando com suas obras

O cacerense Salvio Júnior recorre ao místico e retrata o cotidiano de sua gente

Salvio Junior é artista plástico autodidata, nascido em Cáceres-MT. Seu contato com a arte vem desde a infância. 

Seu trabalho retrata a simplicidade e a riqueza cultural da gente da sua terra e sua temática recorrente é o místico e onírico presente nas memórias do Universo

O artista, vê a associação onde está inserido, como de uma importância fundamental para a valorização da cultura e dos artistas, incentivando a produção e difusão das artes. Assim elevando o nome do Mato Grosso e propiciando o surgimento de novos talentos.

Valdir Ricardo, graduado em Geografia pela Unemat e um dos artistas que integra a Artemat


Valdir sente-se realizado naquilo que faz

Valdir Ricardo Francisco, nascido em 10/03/1979 em São José dos Quatro marcos, filho de lavradores, posteriormente mudou-se para Cáceres onde estudou desde o ensino fundamental ao ensino superior. É graduado em Geografia pela UNEMAT, e em Artes visuais na instituição de ensino UNAR- Centro Universitário de Araras “Dr. Edmundo Ulson’’ Araras-SP.

Desde o ensino fundamental despertou o interesse pela arte, começando a pintar usando a técnica óleo sobre tela, hoje estuda e busca novas técnicas como pinturas com tinta acrílica, aquarela e telas em 3D. Apaixonado pela arte e com a finalidade de impulsionar a divulgação dos trabalhos e a visibilidade dos artistas locais, tornou se sócio fundador da Artemat – Associação dos Artistas Plásticos de Matogrosso, juntamente com colegas que trabalham nos mesmos seguimentos de arte.

Hoje, atua como professor de arte na secretaria de Educação do estado de Matogrosso- SEDUC, e acredita que a arte juntamente com a educação pode transformar a vida das pessoas.

Ele não conheceu o pai. Foi criado pela mãe e recebeu na infância e adolescência os cuidados e a atenção do Orfanato da Dona Chiquinha. Posteriormente foi interno da União Social de Assistência – USA.

Além de suas criações em tela, há 25 anos, o artista ainda trabalha com ilustrações de livros.

Valdir Ricardo, sente-se realizado. Tem uma família e ama aquilo que faz.

Iram Almeida, um dos fundadores da Artemat em Cáceres


Iram Almeida: harmonia e intensidade de cores

O cacerense e autodidata, Iram Almeida, é outro artista que integra a Artemat. Desenha desde os 5 anos de idade. Taxativo ele afirma: “nunca fui muito fã do tom pastel do lápis de cor; me encantei quando vi um ateliê repleto de telas e cores vibrantes”.

A pintura, segundo ele, proporcionou transpor o sentimento ao ver o que nos cerca e vice-versa. Os tons usados por ele são a harmonia entre as cores quentes e frias, criando assim algo receptivo e não cansa aos olhos.


Iram revela que já trabalhou com tinta a óleo, acrílica, aquarela, giz, pastel, grafite, carvão, texturas, espátula. Impressionismo, surrealismo, abstrato e retrato.


Monet, Renoir, Rembrandt, são os artistas que ele mais admira e justifica o gosto: “pela forma que eles lidaram com o emplastro de tinta, marcas de pincelada, e mesmo assim conseguem se ver a harmonia perfeita em suas pinturas. Procuro em minhas obras sempre transpor o brilho e a intensidade das cores”.

Carlinho Viana em pleno trabalho: foco total


Carlos Viana começou na sala do ISM com Frei Mateus, hoje, talento reconhecido.

Antonio Carlos Viana da Costa, artisticamente CARLOS VIANACOSTA, iniciou seus primeiros trabalhos artísticos quando criança no colégio Instituto Santa Maria – ISM, dos Freis Holandeses, onde era sempre destaque na parede da sala de Educação Artística, e tinha como instrutor e Professor de Artes, Frei Mateus “que foi um dos incentivadores juntamente com os pais Natalino Costa e Catarina Viana, que sempre lhe presenteavam com materiais artísticos para desenvolver suas artes.

Com 19 anos após terminar o compromisso militar no 2º. Bfron de Cáceres MT, mudou-se para Cuiabá, e começou a Faculdade de Educação Artística em Artes Plástica, na Universidade de Cuiabá – UNIC. Nesse período frequentou as Fundações Culturais de Cuiabá e de Várzea Grande (Fundação Júlio Campos), onde teve alguns artistas instrutores já renomados do Estado de Mato Grosso com instrutores de Artes.


Participou de várias exposições individuais e coletivas, trazia todo ano seus trabalhos no FIPe; participou de diversas exposições em vários Estados do Brasil, foi convidado para representar o Brasil e os Artistas Brasileiros em dois Países da América, Bolívia, em Santa Cruz e no Peru, na cidade de Arequipa; passou 2 meses viajando fazendo essas vernissagens, onde foi muito bem recebido e seus trabalhos artísticos destacados nas mídias internacionais.

Em 2014 foi convidado pelo diretor do grupo Chalana Luis Tolote  e fez uma viajem internacional para Europa, passando por Portugal, Espanha e França, acompanhando o grupo que fazia as apresentações, nesse período foi feita uma rota em 27 cidades da França até chegar em Paris, e em todas as cidades francesas, tinham os espaços onde eram feitas as apresentações de dança do grupo Chalana e a vernissagem do artísta plástico cacerense Carlos VianaCosta.

Trabalho de Carlinhos Viana – Foto: Acervo de família


Carlinhos, como é conhecido, foi fundador e Presidente da Associação Pantaneira dos Artesões de Cáceres – APAC, por dois mandatos; foi Conselheiro de Cultura do Estado de Mato Grosso por 2 anos; trouxe muitos benefícios para Cáceres e região, é membro do COMTUR (Conselho Municipal de Turismo, faz parte também do Conselho de Cultura do Município de Cáceres.

Galeria Naturarte – foto Carlinhos Viana


Há mais de 10 anos, é proprietário de uma loja de Artes e Artesanatos “Galeria Naturarte” em Cáceres.

 Atualmente é titular da pasta de Coordenador Histórico Cultural da Prefeitura. Carlos Viana foi eleito para representar a Região Sudoeste como membro da Comissão Intergestores bipartite-CIB Sistema Estadual de Cultura.

Artista Plástico Sebastião Mendes, falecido em 08 de outubro de 2020


Sebastião Mendes: hoje só saudades!

Um dos fundadores da Artemat, o cacerense Sebastião Mendes, foi um talento surgido e lapidado nas salas de aulas de Educação Artística do Frei Mateus, ganhou o mundo mostrando a sua arte. Muitos são aqueles que hoje pintam as telas inspirados em sua criação.

Assim, Cáceres perdeu um dos seus ilustres filhos: o renomado e mundialmente conhecido artista plástico, Sebastião Mendes, aos 54 anos, cujo óbito ocorreu subitamente em 08 de outubro de 2020, em um sítio na região do Taquaral, deixando a todos perplexos e a seus familiares, amigos e fãs inconsoláveis.

“Um grande representante da pintura temática de Cáceres e de Mato Grosso, imprimiu em suas obras traços marcantes e luz incandescente nas cores, tornando-as inconfundíveis, classificadas como Expressionismo Figurativo. Iniciou seus traços infantis com carvão nas paredes de tábua de sua casa e com gravetos riscava seus desenhos no chão do quintal. Foi o olhar do Frei Matheus que identificou nele o potencial nato para a arte, incentivando-o a aperfeiçoar-se.

Autodidata, Sebastião dedicou-se aos estudos em seu ateliê, e foi reconhecido por críticos de arte, pela mídia e por amantes da arte de forma geral. Como consequência, Cáceres tornou-se o ponto de partida para o mundo. Fez muito cedo sua primeira exposição em Cuiabá, e, em 1995 expôs em Portugal. Desde então, sua arte já esteve na Espanha, França, Alemanha, Suíça, Austrália, Finlândia, Noruega, Bélgica, dentre muitos outros países. Em 2007, indicado pelo artista plástico Pedro de Alcântara, passou a ocupar a terceira cadeira, que fora de Cândido Portinari, da Academia Brasileira de Belas Artes”.

(Nota emitida pelo então prefeito Francis Maris sobre o lamentável ocorrido que ceifou a vida do jovem e mundialmente conhecido artista cacerense).

Memorial de Artes Adélio Sarro, local que Sebastião Mendes realizou exposições de 25 telas no dia 26 de outubro de 2019. O cantor Sílvio Brito marcou presença e o convidou para uma entrevista em seu programa de TV – Acervo da família