Custos da Educação preocupa prefeito de Cáceres

Publicada em 16/01/2019 17:18:20 - Visualizada 2362 vezes

A exemplo dos demais prefeitos do Brasil, o prefeito de Cáceres, Francis Maris Cruz, disse nesta segunda-feira (14) que está muito preocupado com a manutenção do complexo educacional no município por causa da falta de recursos financeiros para manter todas as escolas em funcionamento normal, não só oferecendo todas as vagas necessárias, mas para dar suporte devido aos alunos matriculados e aos professores e demais servidores da Secretaria de Educação.

Francis disse que, juntamente com todos os demais prefeitos, espera que o novo Presidente da República atenda as reivindicações da Confederação Nacional dos Municípios (ANM), solicitando várias soluções para os problemas da Educação, a começar pelos valores dos repasses do FUNDEB que não acompanham os reajustes do Piso Nacional dos Professores, dificultando o pagamento de salários pelas prefeituras.

Outro grande problema, segundo Francis, é em relação ao transporte e à merenda escolar. “O governo federal não reajusta os repasses e as prefeituras estão arcando com até 90% dessas despesas, o que pesa demais para o município arcar com esses serviços”, salienta o prefeito.

Para complementar os custos da merenda escolar em 2018 a Prefeitura precisou investir quase 500 mil reais de recursos próprios. Para o transporte o complemento foi ainda maior, quando o município recebeu do Governo Federal 3 milhões e 400 mil reais mas gastou 8 milhões e 200 mil.

Para resumir, em 2018 a Prefeitura de Cáceres tirou do “bolso” do município mais de 18 milhões de reais para completar os custos com a Educação. O investimento representou 29,35% da receita do município, quase cinco por cento a mais do que determina de lei federal de aplicações de recursos.

Outra preocupação de Francis é um alto índice no número de afastamentos de profissionais da Educação por atestados médicos.

Francis chamou esse assunto de delicado e muito importante para a eficiência na gestão pública. “Entendo que as pessoas ficam doentes, todo mundo fica, mas parece que há uma anormalidade”, disse o prefeito. Ele anunciou que vai determinar um estudo a fim de descobrir o que está provocando tanto afastamento de professores nas escolas, o que acaba causando prejuízos aos cofres da Prefeitura.

A preocupação do prefeito se dá em razão de que se faz necessário um levantamento sobre perda de produtividade com o trabalhador ausente, horas extras para outros empregados por causa de faltas de colegas, malefícios psicológicos e físicos para os outros funcionários, diminuição da produtividade total dos empregados, custos com ajuda temporária nas faltas e as possíveis perdas, ações, projetos e negócios para a cidade, o que acaba numa sociedade insatisfeita. “O afastamento justificado é um direito, mas precisamos saber se não há funcionários abusando desse direito ou médicos que fornecem o documento desnecessariamente ou até indevidamente”, assegurou Francis.

 


Por C-Com/Clovis de Almeida


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