Membro da ABA, Sebastião Mendes participa de exposição na Austrália e Nova Zelândia

Publicada em 16/06/2017 13:49:58 - Visualizada 310 vezes

  • Família reunida

    Foto por: web/divulgação
     

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Um dos expoentes da arte mato-grossense, o artista plástico Sebastião Mendes, 50 anos, vai deixar sua Cáceres natal por quase um mês em setembro próximo para participar de uma exposição (entre os dias 7 e 17) na embaixada do Brasil na Austrália, na mais antiga cidade do país dos cangurus, Sidney. De lá, ele segue para a Nova Zelândia.

Junto com ele, irá o também artista plástico paulista Anderson Lemes, o Alemão, 34.  A curadoria é de Sandra Setti.

Mendes tem 40 anos dedicados às artes. O início precoce se deu por influência dos mesmos monges capuchinhos holandeses que influenciaram o colega Carlos Viana; em especial o frei Matheus. O apuro técnico e a disciplina aprendidos desde os 10 anos frutificaram. “Entendi desde muito cedo a tratar com seriedade qualquer ofício e mesmo a maneira como via a beleza das coisas”, conta o cacerense. Assim, os preceitos das escolas clássicas de pintura e desenho repassados pelo holandês eram absorvidos com atenção irresoluta do ainda menino.

Essa vontade de jamais descuidar de coisas como proporção, perspectiva, profundidade e só então traços e cores tornaram o trabalho de Sebastião Mendes digno de ocupar nada menos que a cadeira de Cândido Portinari na Academia Brasileira de Belas Artes. A exposição alusiva ao mês da celebração da Independência do Brasil de Portugal vai marcar a 18ª mostra internacional de Mendes. Também é pelo menos a sexta (ele não se lembra ao certo, só sabe que já foram 85 cidades entre Brasil e Europa) de Alemão.

Se de um lado há a experiência do homem acadêmico, comparado a Tarsila do Amaral – Mendes --, que usa sempre telas e materiais clássicos como tinta a óleo e às vezes pastel, do outro há um jovem com gosto pela liberdade de suportes e plataformas. Ele faz telas, mas também faz grafites. Muitos, aliás.

Mas há conexões também. Ambos já expuseram no espaço mais desejado do mundo por artistas pictóricos: o francês Museu do Louvre. Os dois também gostam de retratar o cotidiano à maneira que enxergam. Muda apenas a paisagem e isso é natural, pois tiveram experiências distintas em alguns pontos e semelhantes em outros. Enquanto Mendes cresceu à beira do rio Paraguai, Alemão passou boa parte da vida em Assis, interior de São Paulo. A vida pacata, fora das grandes cidades, também cruzou o caminho deles.

Artistas brasileiros na exposição australiana são reconhecidos em todo o mundo

Porém, Alemão morou em São Paulo, capital, e a partir daí passou a usar muros, fachadas e laterais de prédio como suporte. A dinâmica de seu cotidiano foi influenciado e, com ele, sua arte. Seus temas recorrentes, bicicletas e palhaços, passaram a conviver com outros personagens e objetos.

Já Mendes só caminhou rumo a ainda mais apuro técnico, sem mudança de referências. Seu universo continua sendo aquele bastante caro aos modernistas: o brasileiro simples em sua existência pura, cores e luz a retratar essa vivência em semelhança às paisagens que nos cercam, filtrados pela maneira muito própria de o artista ver essas coisas e temas.

Intitulada Contrastes da Arte Brasileira, a mostra que tomará corpo no lugar que muitos confundem com a capital da Austrália (na verdade, o posto é de uma cidade a quase 300 quilômetros de distância, Camberra) reúne 50 obras dos dois artistas.

Reprodução

Sebastiao Mendes obra

Cenas do cotidiano são onipresentes no trabalho de Sebastião Mendes

Breve biografia

Cacerense, Sebastião Mendes começou a desenhar aos oito anos. Com 10 anos já pintava em óleo sobre tela e, aos 16, fez sua primeira exposição. Nunca parou de produzir e já expôs na Suíça, Alemanha, França, Bélgica, Espanha, Portugal e Cuba. Em muitos desses países, há obras suas em acervos pessoais e institucionais.

“Quando você nasce com algo já definido para sua carreira, as coisas são mais fáceis. Aí encontra as pessoas certas que possibilitam a expor o seu trabalho, então tudo acontece”, explica o artista plástico sobre sua trajetória.

Sebastião Mendes ainda mora em Cáceres, mas já viveu estados de São Paulo, durante oito anos, Rio de Janeiro, por dois, e Minas Gerais, um ano. Seu projeto é abrir um ateliê na capital ainda este ano.

A cadeira atualmente ocupada por Mendes na Academia Brasileira de Belas Artes foi ocupada primeiro por Cândido Portinari, lugar onde já se assentaram outros gigantes como Di Cavalcanti e Oscar Niemeyer.

 Para contato, ele divuga o e-mail sebastiaomendesarte@yahoo.com. Também é possível acompanhá-lo no perfil do Facebook.


Por Rodivaldo Ribeiro /


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