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Cáceres é oficialmente novo patrimônio cultural brasileiro
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prefeito faz avaliação do tombamento cultural de Cáceres

13/12/2010

 

 

 

Durante toda a tarde desta segunda-feira o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Prefeitura de Cáceres, realizam uma oficina com segmentos da sociedade organizada para delinear o plano de ação para Cáceres. O município agora é patrimônio cultural brasileiro e precisa seguir as etapas do Iphan, para  receber obras de restauração e conservação do patrimônio. O município está sendo assessorado pelo arquiteto Paulo Crispin, do Iphan. De acordo com informações do secretário de Esportes, Cultura e Turismo do município, Sandro Miguel da Silva Paula, esta é a terceira oficina a ser realizada. A primeira foi para o conhecimento do plano de tombamento e levantamento dos problemas, potencialidades e prioridades do município, na área de patrimônio histórico e cultural. A segunda, foi para definir objetivos gerais e específicos em relação ao tombamento, para que se chegasse  a etapa de montar o plano de ação. A oficina está acontecendo no auditório do Sebrae.

Trajetória

Uma grande cidade que nasceu de uma pequena vila, fundada em 1778, em pleno pantanal mato-grossense, agora integra a lista do patrimônio cultural do Brasil. O tombamento do conjunto urbanístico e paisagístico da cidade de Cáceres, no Mato Grosso, apresentado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan foi aprovado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, reunido, dias 9 e 10 de dezembro, no edifício Palácio Gustavo Capanema, à Rua da Imprensa, 16, no centro do Rio de Janeiro. Para Luiz Fernando de Almeida, presidente do Iphan, "o tombamento de Cáceres é um marco na estratégia de proteção e conhecimento no processo de definição da fronteira do Brasil, e sem dúvida, acrescenta o conjunto das cidades de Corumbá e Vila Bela da Santíssima Trindade e dos Fortes de Príncipe da Beira e Coimbra".

 Cáceres é uma cidade que nasceu de uma pequena vila, fundada em 1778, no pantanal mato-grossense. Com uma extensão territorial de 24,6 quilômetros quadrados, Cáceres é um dos maiores municípios brasileiros. Sua área é superior a do Estado de Sergipe e quase cinco vezes maior que o Distrito Federal. É cortada pelo Rio Paraguai que com seu transbordamento anual forma o pantanal mato-grossense, e faz fronteira com a Bolívia. Por estar em uma área de transição de relevo e vegetação - serras, campos de cerrado e planície pantaneira - sua diversidade de flora e fauna formam paisagens de grande beleza.

Ressaltando a necessidade da proteção federal para o município mato-grossense, o Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização – Depam/Iphan destacas os valores históricos, urbanísticos e paisagísticos de Cáceres. Desde sua fundação, a cidade desempenhou importante papel para a definição de fronteiras entre terras lusas e castelhanas. Também foi fundamental para a defesa da fronteira entre terras brasileiras e bolivianas, representando importante documento da história urbana do país. Ainda segundo o Depam, a cidade merece destaque no incremento da comunicação entre Vila Bela da Santíssima Trindade e Cuiabá e com a Capitania de São Paulo, pelo Rio Paraguai. Com relação aos aspectos urbanísticos, Cáceres apresenta uma forma urbana assumida como precipitação espacial da estratégia portuguesa de expansão da colônia para oeste e pela função que cumpriu como entreposto comercial. O município é, ainda, testemunho vivo do intercâmbio entre os processos naturais e sociais, em que o Rio Paraguai se destaca na configuração do sítio urbano e como principal elemento que marca e interage com a paisagem urbana.

A história do Brasil na fronteira com a Bolívia

Fundada em 6 de outubro de 1778, a pequena Vila-Maria do Paraguai – nome escolhido para homenagear a Rainha de Portugal, acumula em sua história um forte patrimônio cultural. Além do centro histórico, são fazendas e usinas, as manifestações ligadas ao Pantanal e ao Rio Paraguai e, ainda, a sua pré-história constituída por dezenas de nações indígenas e milhares de habitantes, confirmados pelas pesquisas arqueológicas mais recentes. O local era estratégico para a defesa e incremento da fronteira sudoeste de Mato Grosso em função da facilidade de comunicação entre Vila Bela da Santíssima Trindade e Cuiabá e com a capitania de São Paulo pelo Rio Paraguai. A Fazenda Jacobina, que ainda hoje mantém sua importância histórica, destacava-se na primeira metade do século XIX por ser a maior da província de Mato Grosso em termos de área e produção. Em fevereiro de 1754, foi assentado o Marco do Jauru, na foz do rio Jauru no rio Paraguai, definindo os limites dos impérios coloniais espanhol e português na América do Sul, fruto do Tratado de Madrid e transferido em 1883 para a Praça Central de Cáceres. Foi tombado pelo Iphan em 1978, ano do bicentenário da cidade. Junto com a Catedral de São Luís – construída entre 1919 e 1965 - os dois monumentos estão até hoje entre os principais atrativos turísticos da cidade.

Cáceres escapou das duas grandes tragédias mato-grossenses do século XIX: a Guerra do Paraguai e a peste de varíola. Ao fim da guerra com a livre navegação da bacia do Prata e por consequência do Rio Paraguai, Cáceres inicia uma nova fase de desenvolvimento. É elevada à condição de cidade em 3 de maio de 1874 e recebe as grandes fazendas-indústrias para produção de carne enlatada para exportação. Atualmente ainda existem imponentes construções como as da Fazenda Descalvados com capela, casa grande, alojamento de operários e galpões industriais, que ainda são utilizadas pelo eco-turismo A navegação no Rio Paraguai também proporcionou a chegada de novos materiais de construção e novas influências o que resultou em uma arquitetura eclética e rebuscada em grande parte dos imóveis do centro histórico de Cáceres.

Valorização de Cáceres e restauração do patrimônio histórico da cidade

Assessoria/PMC

O prefeito Túlio Fontes, avaliou de forma positiva o tombamento cultura de Cáceres, feito esta semana pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Para o prefeito, o tombamento valoriza a cidade e amplia as possibilidades captação de recursos para restauração do seu patrimônio histórico. 

Ele lembrou da várias viagens que fez a Cuiabá e a Brasília, levando documentos fundamentais para o tombamento. “Estamos felizes porque o trabalho de toda uma equipe deu resultados e trará benefícios para nossa cidade”, comentou.

Segundo o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida o tombamento vai possibilitar um processo de recuperação histórico e cultural da cidade. Esta, segundo ele, é uma estratégia  diferente dos procedimentos usuais para tombamento de patrimônios.

Para Luiz Fernando de Almeida, "o tombamento de Cáceres é um marco na estratégia de proteção e conhecimento no processo de definição da fronteira do Brasil, e sem dúvida, acrescenta o conjunto das cidades de Corumbá e Vila Bela da Santíssima Trindade e dos Fortes de Príncipe da Beira e Coimbra".

O dôssie aprovado é de autoria da arqueóloga Maria Clara Migliacio e da historiadora Rachel Tegon de Pinho.


Por: Redação com Assesorias (PMC e Iphan)

13/12/2010 - 13h24min

 

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